domingo, 15 de abril de 2007

"Moleca dóida" - Mendigo olhos de anjo



Por: Marina Castro


A moça subia a trilha aberta no meio do gramado, perto da padaria, concentrada em seus pensamentos, foi acordada pela voz de um homem moreno, alto, pés descalços, roupas esfarrapadas e olhos da cor do céu, ficaram parados um olhando para cara do outro, ele com a mão estirada pedindo algumas moedas, ela com o velho trauma q sempre teve,desses pobres miséraveis filhos da desigualdade social q andam por aí, fantasiados de mendigos, garregando no fundo de seus corações sentimentos tão puros, q mesmo a esposa de algum Presidente não teria. Ametrondada, ela se afastou com medo que aquele homem enorme fizesse-lhe algo: - Tenho não, moço! - ele seguiu, repetindo coisas q não se podia entender muito bem, ela chegou na casa do namorado e lhe contou o q havia se passado, o rapaz sorriu e lhe explicou q aquele era o "moleca-dóida", um homem q tinha família e já havia sido policial, mas virou mendigo sabe-se lá porquê.Os dois desceram p ir na padaria e lá estava ele novamente, encostado perto do orelhão logo q os viu começou a repetir: - Moleca dóida, moleca dóida!! - o rapaz apertou-lhe a mão e deu-lhe algum vintem, impresionada, ela o olhava admirada com aqueles olhos tão azuis, sentiu pena de vê-lo no estado tão degradante q a vida lhe vestira.
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