
Por: Marina Castro
Uma manhã, quando estava indo para o trabalho parei em uma banca de revista para tomar cáfé e olhar alguns jornais, tentava acalmar o nervosismo de ter passado uma noite inteira sem dormir, sentei ,me perdi entre as primeiras páginas das q me atraíram, fiquei ali, na mesa, acompanhado por um copo de suco de acerola, segurando um jornal, na agradável companhia da minha bolsa, que nunca ouvira pensamentos tão tristes.
Eu, lamentava, eu ... q no início da maldita noite passada, me arrumei todo, tomei um banho apaixonado de perfume e sentei ali, em frente a maldita tela azul, esperando Marina, dar-me um sinal de vida; nunca senti o gosto da inveja na boca dos meus pensamentos, mas eu tinha q encontrar um idiota àquela hora da manhã, p sentar na minha mesa sem ser convidado e ainda ficar procurando assunto comigo: - O dia hoje está lindo, você não acha, companheiro? Sabe que hoje eu estou apaixonado? – Em que me interessava, naquelas seis
primeiras malditas horas, saber q um estranho estava apaixonado? - Olhei-o como quem lhe dizia: - Parabéns, espero que essa pessoa faça contigo, o que Marina fez comigo, ontem...
Ele continuou ali, comendo o seu pão de queijo, até seus movimentos para segurar a xícara de café, estavam apaixonados, delicado ele levava-a a boca como se estivesse segurando a mão da mulher amada, e’u ali, queimado vivo pelo gosto da inveja em minha boca, Marina era ingrata demais com o meu pobre coração bilhonário de esperanças tolas, sonhei tantos anos com aquele sorriso faceiro, que me acompanhou, até em outros beijos, que dei pela vida afora, pensando em seus lábios maduros de sedução, Marina era tudo pra mim...
Levantei-me antes de terminar o copo de suco, eu estava ferido por saber que aquele dia quando Marina acordasse, ainda estaria apaixonada como disse ao amigo no breve recado a torturar-me da tela cruel, ela estava apaixonada eu tentaria dali em diante me desapaixonar, mas logo naquele maldita manhã o destino apareceu
com seu humor negro, fez questão de me mostrar, que enquanto a dor levava minhas pernas até a empresa, ainda existiam pessoas que não havia sofrido o outro lado da moeda da paixão.
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