Um corpo ao vento...
Marina Castro
maio 2007
O que senti vendo meu corpo se atirando do último andar de uma ilusão... não posso em palavras ou em lágrimas. Fiquei ali, vendo tudo que se passava em minhas nuvens de recordação, aquele sorriso que cresceu comigo, aquele cheiro de anjo que esteve comigo em forma de outros namorados de tantos outros, que foram ele o tempo todo, aquele carinho que me ofendia o atrevimento, o q a paixão quer, não são carinhos, são caricias e coisas impronunciavéis aos teus pensamentos maldosos, o que estas pensando que eu queria? Tolo o teu preconceito leitor! Eu queria apenas que esse querer não me ouvesse permitido a covardia, de subir calada, rumo ao fim de tudo que nunca começou ou terminou, eu ia pensando em tantas coisas que fizemos juntos, em pensamentos pretensiosos que só me fizeram pensar o tempo inteiro no meu anjo. Mas eu fui, degrau por degrau pensando em como se sentiriam os que me conhecem, os que são meus amigos, os que me viram em algum lugar, vendo o corpo estendido no chão, sem vida e as suas asas de poesia quebradas escorrendo aquilo do que o coração estava cheio. O céu vermelho olhou-me por uma das janelas do shopping como se me disesse que estava vigiando a intensão infernal de um coração que já não suportava tanto amor e ódio, eu já não me amava, descobri isso áquela manhã de sábado, quando perdi as horas, perdida em teclas e na virtual ignorância da saudade que não me polpou dos teus olhos de anjo infernizador da paz interior q me queimava de sensações vergonhosas p uma amizade tão sublime com a bondade daquele coração. Eu estava morta, vi os primeiros raios de sol, mas estava morta de sono, as olheiras rochas tentavam chamar minha atenção no espelho do banheiro, mas só viam aqueles olhos, havia ficado a noite inteira em cima do esborço de um livro que na verdade era eu resumida em palavras e desabafos.
Parei olhando para algumas pessoas que passeavam ali àquela hora apertei o corpo picado em pedaços daquelas de todas as poesias que eu havia rasgado e pensei:
Nada mais me segurara, nesse mundo maldito que se juntou com o calendário e trouxe quem estava morto em meu coração para a minha vida, a vida que não era mais minha, a vida toda era aquele corpo estendido, no silêncio do segredo, como esses que não contamos se quer para nós mesmos, em gritos álcoolizados de consciência arrependida por não ter lutado pelo amor que te deu vida ou por ter perdido tanto tempo tentando se convencer q amor existe mesmo e é verdade.
Orei para os anjos e para o que não merece ser citado nesse desabafo entreguei um pouco das tristezas que tentei esconder para que o coração não percebesse que eu estava morrendo por dentro e chorasse a falta do meu anjo, mas era tanto o amor que a voz interior convenceu-me a guardar pelo menos uma para aquelas horas em q a saudade estivesse torturando o ex-sonhador, o mudo cego coração, eu a pegaria com tanto carinho e como se tocasse teus lábios com os meus eu abraçaria a folha amarelada com o cheiro da tua imagem e perguntaria a minha falta de vergonha onde tu estaria aquela hora meu amor, o que estarias fazendo, estarias velho, chato, ou cheio de netos ao teu redor enchendo-te de abraços. Razão: razão é coisa que o cão inventou para pessoas covardes q tem medo do amor se desculparem c suas consciências desencorajadas, esses pobres seres que andam sozinhos pelo mundo feito eu caro leitor que estou aqui prestes a atirar mais uma alma perdida ao chão e penso agora em como será triste viver sem esse encanto que é tão meu e só a ti pertence meu amor. Mesmo que não me perdoes e negue-me até uma oração quando pensares que estarei ardendo no meu inferno de sensações infernais eu irei... irei atirar todos os pedacinhos de todas essas poesias que escrevi e olha-las morrerem junto comigo.
Marina Castro
quarta-feira, 30 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
DE QUE ARMA PARTIU O TIRO? - Ébano Silva

DE QUE ARMA PARTIU O TIRO?
Por: Ébano Silva
27052007
O que pensarmos quando a tragedia vira show, para algumas emissoras de televissão que nos induzem a irmos contra a polícia e procurarmos culpados pela morte de mais um inocente? Morto por policiais do Mato Grosso durante uma simulação, deixou família, vizinhos, amigos e todos os que assistiram ou ouviram comentários sobre àquela notícia, perplexos. A culpa que mais uma vez recairá sobre quem atirou, mas não é chegada a hora de nós perguntarmos se também não fomos culpados por aquele disparo mortal? Nosso sistema policial Brasileiro é falho, os policiais são mal remunerados e muitas vezes completam o orçamento com bicos vendendo drogas ou como segurança de algum traficante, no auge de sua fama.
Feridos pela tragédia, muitos não conseguirão ver de onde veio o tiro, o tiro veio da arma de quem não dá condições humanas de serviço aos que , muitas vezes vão para o trabalho com o colete a prova das ofensas, da sociedade que sempre culpa a polícia, mas quando a coisa aperta, eles sempre chamam a polícia, como se ainda acreditassem na mesma, muito mais que em papai-noel, na recuperação de menores infratores ou de expresidiários. Na manhã seguinte ao fato, quando todas as pessoas que passarem por um policial, dispararem o assassino olhar julgador, poucos irão entender que o culpado não foi quem trocou a munição por balas de verdade, ou quem colocou balas de verdade tomado por um surto de loucura ou estresse, os culpados são os mesmos que mandaram soltar seus cachorros, em cima daqueles estudantes, que tomaram as dependências da faculdade e armados com bandeiras e barracas de camping esperavam a chegada do batalhão de choque da polícia.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Sonho: irmão do ideal - Marina Castro

Seguir um sonho não é tão fácil o quanto seguir uma idéia. Você acorda cedo, escova os dentes, toma banho, veste a roupa, toma café, escova os dentes de novo, tudo pensando no sonho que te acordou e te deu coragem pra entrar no ônibus lotado de gente esquisita, que não tem o mesmo ideal que você. Você chega, senta no mesmo lugar que senta todas as vezes, as mesmas caras de sono, com os livros abertos e a cara fechada que não te da bom dia e fica te olhando sentar, acompanha todos os seus movimentos e você ali, como eles tentando espantar a vontade de dormir e se concentrar na leitura ou nos exercícios, mas você não é como eles, você segura a caneta, pensando em voltar pra casa, pra reencontrar sua cama e sente saudades até de lavar as malditas louça que ficaram na pia, sente vontade de sair pra passear com o cachorro nas primeiras horas da manhã e o mais imprecionante é que você sente tanta falta da sua vida, que agora é só um sonho que você persegue, que sente saudade até da sua vizinha te gritando na hora do almoço pra ir ajudá-la em algum dos milhares de favores que você sempre odiou fazer.
É hora do almoço, todos saem apressados, indo para suas casas ou indo procurar algum restaurante daqueles que você enche o prato de comida mal feita e paga pouco, mas você está ali, com aquele sonho que conversa contigo, durante algumas garfadas no miojo duro que você teve tempo de fazer antes de sair de casa, você sente vergonha porquê tem um grupo de patricinhas sentadas do seu lado te olhando com aqueles mesmos olhos, que você olhou a mulher que entrou no ônibus com a mesma ladainha: - Meus amigos, por favor conto com um pouco da sua atenção, tenho um filho doente, não tenho trabalho, eu podia estar roubando, eu podia estar matando, eu podia estar fazendo tantas coisas feias mas estou aqui, vendendo esses meuzinho pra comprar um remédio pro meu filho doente... Você olha pra elas e pensa: - Que nojo eu tenho de patys são todas iguais, a mesma cor de cabelo, a mesma escova perfeita, a mesma bolsa importada que daria pra comprar um fusca velha que me levaria até esse maldito lugar que já não aguento mais vir,então você enfia o dedo no nariz pra matar elas de raíva.
Já é hora do intervalo do período da tarde, e você ainda está no seu inferninho particular, cheio de criaturas que passam por você, como se você fosse um vazo de planta, você passa pelos mesmos professores que já te viram até durante quase um ano, você atira os olhos no chão pra ele não te perguntar com o silêncio daquele olhar de mestre: - Nossa aluna, você ainda está aqui até hoje? Mas o seu sonho que é o irmão ciamês do seu ideal te conforta e diz pra você: - Se eu não conseguir posso dar aulas algum dia, já sei tanto todo conteúdo, você sorri por dentro e vai ao banheiro feliz porquê se nada der certo você ainda tem a chance de virar um sofressor.
Na volta pra sala de estudos você acaba sendo humilhada por aquela besteira que o seu coração idiota te permitiu quando você se iludiu com quem nunca te olhou como pessoa, ele passa por você e te olha como se você fosse um papel amassado que jogaram ali e a servente esqueceu de pegar, ele esmaga você como uma formiga idiota que atravessou o caminha, você agora está triste porquê trocou um amigo por alguém que te odiara pelo resto de sua vida ou talves conte em alguma turma uma história sobre a louca aluno que o perseguiu insandecidamente, mas o seu sonho te conforma: - Eu já te avisei que você está aqui é pra estudar!
A manhã e a tarde acabaram com você, suas costas estão doente, o cérebro já não se importa se quer com o grito do seu estômago, você quer ir embora, mas ainda tem que assistir aula, o sonho conversa com o ideal pensando que você não está ouvindo eles combinam: - Temos que fazer alguma coisa por essa moça, faça ela sentir vontade de ser alguém! Você fica ali, naquele banco que já sentou tantas vezes fumando um atrás do outro pra se fazer esquecer da vontade de ir para casa, você lembra de Petropólis: Petropólis é tão maravilhosa que faz você esquecer de tudo, você anda pelas ruas verdes, volta pro hotel, toma um banho, liga a tv e disca para a recepção pedindo mas cobertores, ele te abraça e morde a sua orelha, você fica arrepiada, voc]ê aceita o convite e aqueles lençóis... registram tantas lembranças... Você entra na sala e no meio da aula o professor conta uma piada que você já ouviu várias vezes e mesmo assim ainda sorri junto com a turma, ele te olha no fundo da sala e você pensa: - Meu Deus, que vergonha ele já me viu aqui tantas vezes, deve pensar que sou uma burra, até hoje aqui e ainda não consegui passar.
Quando você volta pra casa entra uma mulher no ônibus: - Meus amigos, me dêem um minuto da sua atenção! Eu tenho cinco filhos, sou da Bahia e vim aqui pra Brasilha pra ganha um lote, ms meu marido me largou e tenho esse fio pequeno e mais quatro lá em casa, eu tenho um sonho, meu sonho é ter uma casa pra morar com meus fios, me ajudem comprando um desses doces...
Então você pensa: - Eu tenho sorte, porquê sou pobre mais o meu sonho me segura pela mão e o meu ideal me empurra da cama e tenho o que comer, tenho dinheiro pra pagar meus estudos e tenho uma casa precisando de reformas, mas graças a Deus não tenho que carregar meu filho numa noite fria e chuvosa pra conseguir vender uma caixa de jujubas.
domingo, 15 de abril de 2007
"Moleca dóida" - Mendigo olhos de anjo

Por: Marina Castro
A moça subia a trilha aberta no meio do gramado, perto da padaria, concentrada em seus pensamentos, foi acordada pela voz de um homem moreno, alto, pés descalços, roupas esfarrapadas e olhos da cor do céu, ficaram parados um olhando para cara do outro, ele com a mão estirada pedindo algumas moedas, ela com o velho trauma q sempre teve,desses pobres miséraveis filhos da desigualdade social q andam por aí, fantasiados de mendigos, garregando no fundo de seus corações sentimentos tão puros, q mesmo a esposa de algum Presidente não teria. Ametrondada, ela se afastou com medo que aquele homem enorme fizesse-lhe algo: - Tenho não, moço! - ele seguiu, repetindo coisas q não se podia entender muito bem, ela chegou na casa do namorado e lhe contou o q havia se passado, o rapaz sorriu e lhe explicou q aquele era o "moleca-dóida", um homem q tinha família e já havia sido policial, mas virou mendigo sabe-se lá porquê.Os dois desceram p ir na padaria e lá estava ele novamente, encostado perto do orelhão logo q os viu começou a repetir: - Moleca dóida, moleca dóida!! - o rapaz apertou-lhe a mão e deu-lhe algum vintem, impresionada, ela o olhava admirada com aqueles olhos tão azuis, sentiu pena de vê-lo no estado tão degradante q a vida lhe vestira.
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O OUTRO LADO DA MOEDA DA PAIXÃO

Por: Marina Castro
Uma manhã, quando estava indo para o trabalho parei em uma banca de revista para tomar cáfé e olhar alguns jornais, tentava acalmar o nervosismo de ter passado uma noite inteira sem dormir, sentei ,me perdi entre as primeiras páginas das q me atraíram, fiquei ali, na mesa, acompanhado por um copo de suco de acerola, segurando um jornal, na agradável companhia da minha bolsa, que nunca ouvira pensamentos tão tristes.
Eu, lamentava, eu ... q no início da maldita noite passada, me arrumei todo, tomei um banho apaixonado de perfume e sentei ali, em frente a maldita tela azul, esperando Marina, dar-me um sinal de vida; nunca senti o gosto da inveja na boca dos meus pensamentos, mas eu tinha q encontrar um idiota àquela hora da manhã, p sentar na minha mesa sem ser convidado e ainda ficar procurando assunto comigo: - O dia hoje está lindo, você não acha, companheiro? Sabe que hoje eu estou apaixonado? – Em que me interessava, naquelas seis
primeiras malditas horas, saber q um estranho estava apaixonado? - Olhei-o como quem lhe dizia: - Parabéns, espero que essa pessoa faça contigo, o que Marina fez comigo, ontem...
Ele continuou ali, comendo o seu pão de queijo, até seus movimentos para segurar a xícara de café, estavam apaixonados, delicado ele levava-a a boca como se estivesse segurando a mão da mulher amada, e’u ali, queimado vivo pelo gosto da inveja em minha boca, Marina era ingrata demais com o meu pobre coração bilhonário de esperanças tolas, sonhei tantos anos com aquele sorriso faceiro, que me acompanhou, até em outros beijos, que dei pela vida afora, pensando em seus lábios maduros de sedução, Marina era tudo pra mim...
Levantei-me antes de terminar o copo de suco, eu estava ferido por saber que aquele dia quando Marina acordasse, ainda estaria apaixonada como disse ao amigo no breve recado a torturar-me da tela cruel, ela estava apaixonada eu tentaria dali em diante me desapaixonar, mas logo naquele maldita manhã o destino apareceu
com seu humor negro, fez questão de me mostrar, que enquanto a dor levava minhas pernas até a empresa, ainda existiam pessoas que não havia sofrido o outro lado da moeda da paixão.
sábado, 31 de março de 2007
ROTINAS - Marina Castro

Por: Marina Castro
Tenho ido pensando em não ir, chego pensando em voltar, volto pensando em deixar de pensar essas, que me convencem à trancar-me dentro de mim, recolher-me às quatro paredes do meu paraíso secreto.
Estou cansado de sonhar, com o que não sei se ainda quero, estou cansado de anotar o que já copiei tantas vezes e se me pedissem, eu repetiria de cór. Aprendi a dividir com quem precisa, o que paguei caro e antes, não emprestava se quer por caridade, aos menos dotados de conhecimentos específicos, ou por pena, das suas mentes pobres de paciência, para a leitura, ou ainda aos deficientes gramaticais.
Estou cansado de ser, o que não sou mais, à minha vida, sinto saudade de coisas que nunca gostei de fazer, do tempo em que iamos ao supermercado, sem presa, comparando preços, escolhendo marcas, contando calorias; iamos ao shopping, sem medo de voltar com os bolsos vazios, depois que a velha mania alheia de vaidade, levasse-me tudo e o que não tinha.
Tenho procurado-me nos bares, sempre que viro a esquina das minhas amadas ruas, indo encontrar-me com outra alma sábia, que repetira tudo o que já sei, escreverá tudo como tenho em outras anotações, com giz branco ou colorido, o que não me fará muita diferença. Passo direto fingindo não ver minha mesa, de todas as vezes, por instantes, penso em descer um pouco, ir encontrar com o velho sorriso de sexta-feira ou final de tarde da capital do tédio, dos meus antros de conversas altas, fumaça e bandejas ido e voltando cheias de copos e garrafas, sobre as cabeças. Ah... se eu pudesse estar ali novamente... deixaria o meu cansaço, levar a mão ao copo, cheio de espuma amarela, como uma carícia, enchendo-me a alma de sonhos borbulhantes.
Não sou mais homem, para trair meus objetivos! Tornei-me um deles, que não veem nada de mais, em irem para uma aula de matemática ou lógica, em pleno sábado às seis e meis da manhã. Fui salvo, por uma lembrança, de um outro amanhecer recente : minhas pernas, levando-me para o isolamento, pregando-me na maldita cadeira, enfiada na mesa individual de estudos, o cérebro, perdido em devaneios da poesia ronaldiana,com a estupidez romântica, li poucos capítulos das páginas daquele livro que encontrei e distraiu-me em tantos intervalos, livrinho estranho, acho que a primeira edição do autor; agredi inspiração, emudeci pensamentos, cortaram relações comigo, indignados por aquela leitura . Meio tonto, continuei procurando a concentração, ameaçado pelos que passavam do outro lado da janela de vidro, armados com suas apostilas, códigos, marca-textos.
Sou um pobre homem cansado, até das minhas neuroses, trancado aqui em meu quarto, perdido em páginas e versos exemplificados, que são a própria tradução de certas criaturas que me ergueram a mão, tentando ajudar-me a não partir no oceano de águas concorrentes. Não devo procurar culpados, sou o único que carregara toda ela, até que passe ou sirva-me de exemplo pra outras batalhas, não consegui seguir, porque desviei o tiro da maldita bolinha preta com a minha falta de atenção, estou ferido na alma por tiros da minha própria caneta preta.
sexta-feira, 30 de março de 2007
É incorreto afirmar que eles não têm um sonho - Marina Castro

Por: Marina Castro
Outra manhã de domingo amanhece, na capital dos insuportavéis prepotentes que crêem cegamente na certeza de um cargo público. Lá vão eles, engarrafando o trânsito, lotando a entrada de mais um local de prova, passei por um grupo, com suas garrafinhas d'água e caneta preta na segurança da bolsa vazia e tão cheia de sonhos, fiquei me perguntando: - O que não deixa essa febre passar? Porquê tantos que sempre acordam tarde, desvirginavam suas pupilas com o sol de outra manhã de domingo? Excessivamente cheios de Direito, do Português que alguns mais desprevenidos de paixão pelas letras, já não aguentam mais, desde a primeira vez, que aquele maldito professor de português entrou na sala e despejou a gramática, ofendendo-lhe até o amor que todos guardam por aquela alma que entrou na turma e que nunca esquecemos, poupe-me dessas bajulações, já odiei alguns que negaram-me décimos ou um boa tarde. Continuei olhando-os seguirem para seus destinos incertos, imaginando o que sonham essas pessoas que vão aproveitar o domingo, sentados de cabeças enfiadas na maldita sagrada que ao final da tarde terá traçado sua felicidade, levado-os ao inferno das questões que ecoam na mente até a hora do gabarito.
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